1 de junho de 2009

Fim da licença maternidade

Já estou triste de ter passado um único dia longe do meu bebê, mas matérias como essa são boas prá quem não tem com quem se aconselhar...
Até mesmo porque ouvir palpite de quem nunca teve que deixar os filhos com ninguém é dose...


A qualidade da relação entre mãe e filho é a chave para facilitar o retorno da mãe ao trabalho

O retorno da mãe ao trabalho é um capítulo marcante na vida da mulher e da criança. Depois de passar pelo menos os quatro meses de licença-maternidade juntos dia e noite, é hora da primeira grande separação. Em geral, o período é marcado por expectativa, stress e angústia por parte da mãe. Primeiro porque ela terá de dividir o acompanhamento do filho com outra pessoa – seja a babá, seja um parente, seja uma berçarista. A escolha da melhor opção gera incertezas. Mesmo depois da decisão, ainda paira a dúvida se ela foi correta ou não. Sempre haverá inquietações sobre a reação do bebê. É comum a mãe se preocupar com a possibilidade de a criança se apegar mais à pessoa que ficará tomando conta dela. Também há ainda a expectativa da volta ao mercado de trabalho. Afinal, no tempo em que passou afastada, a mãe se dedicou quase exclusivamente à criança. Seu universo foi preenchido por fraldas, amamentação e cólicas. Como encarar de novo a mesa do escritório, as novidades e, ainda por cima, conviver com a saudade do bebê que deixou em casa?

Na verdade, os efeitos da primeira separação dependerão muito da maneira como a mulher administra a relação com o bebê. No seu consultório, o pediatra Marcelo Silber, de São Paulo, observa dois tipos de mães. A que tem uma ligação intensa com o filho e, portanto, sofre em demasia ao fim da licença-maternidade e a que também zela pela sua própria realização pessoal e trabalha o elo afetivo de uma forma mais leve. Nesse caso, a saudade funcionará como elemento positivo, aprimorando a qualidade da relação com a criança. “Quanto ao bebê, a troca com a mãe é preponderante. Ele vai sentir a sua falta, porém a intensidade dependerá de como a mãe lida com a situação e remete isso à criança”, afirma Silber.

O especialista tem razão. O cuidado na escolha de quem cuidará do bebê e a certeza de que ele estará em mãos seguras não neutralizam, na maioria das vezes, o sentimento de culpa que boa parte das mães experimenta ao retomar às atividades profissionais. Na opinião de Anne Lise Silveira Scappaticci, professora de terapia familiar da Universidade de São Paulo, é possível amenizar esse sentimento característico. Trabalhar a ansiedade e se apoiar no vínculo que estabeleceu com o filho nos meses em que puderam estar juntos é a recomendação dada pela psicanalista. Ela garante que, se o contato inicial entre os dois foi bom, prazeroso e especial, o bebê terá uma base sólida para tolerar essa separação, que é puramente física. E, é claro, as mães devem fazer o possível para passar boa parte do tempo livre com a criança, por mais cansadas que estejam.

Para as mães mais ansiosas, que receiam competir com quem estará cuidando da criança, a pediatra Ana Maria de Ulhoa Escobar, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, dá o seguinte recado:

“A mãe é insubstituível. A criança pode se divertir à vontade na escolinha, ser apegada a outra pessoa e com ela dar grandes risadas, mas o sorriso que ela esboçará ao ver o rosto da mãe é diferente, é iluminado”, afirma.



Copiado daqui

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